Eis a epifania de hoje:
Os portugueses têm a cultura da não produtividade! Mesmo! Procura-se, neste pais encostado entre o mar e a parede (e por parede, refiro-me à Europa), produzir o menos possível com a maior quantidade de recursos a que se possa deitar a mão.
Verdade, verdadinha! Todos nós já nos deparamos a criticar os funcionários públicos...bla bla bla, bla bla bla, o costume, um trabalha e os outros passam o tempo... tudo bem, é o funcionalismo público, até aqui não há controvérsias...
Agora os privados, alguém que pense comigo, senão penso eu sozinha e isto descamba... Nas empresas privadas de maior dimensão, (por maior dimensão entenda-se elevado número de trabalhadores, nomeadamente mais de 50), que conheça, em cada divisão há sempre o colega que faz o trabalho de 5, e os 4 colegas que fazem bola! Ora estes 4 'bolentos', são geralmente os bosses pets, já que fazem horas extra no facebook e restantes redes sociais.
- Portanto, temos 1 pessoa a fazer o trabalho de 5 em, vá... 50 horas semanais, certo?
- Quando 5 pessoas deveriam fazer 40*5 = 200 horas semanais
- Então, falando de défice de horas temos: 200-50=150horas semanais!
Do you know what I mean???
Analisando mais a fundo, quem é o colega que faz tudo e quem são os 4 parasitas? A conclusão a que chego é que é uma sorte! Não duvido da capacidade produtiva de cada português, não duvido mesmo, senão vejamos o exemplo dos portugueses no estrangeiro, altamente conotados como uma força de trabalho preciosa.
O que penso que acontece, e não me devo enganar muito, deve ser uma questão de timing de chegada à empresa, i é, a conjuntura global de posicionamento da empresa na altura de admissão. Ora se há muito trabalho e ninguém o faz, o desgraçado que é admitido tem que arregaçar as mangas (o lema é: arregaçou, vai ter que trabalhar...para sempre!). O parasita que é admitido noutra conjuntura, até pode relaxar, sendo, por vezes, induzido a isso pelos colegas mais antigos (que têm medo de perder o lugar), bem, o parasita entre subterfúgios e engraxadelas lá vai ficando encostadinho sem se maçar, sempre bem disposto e de sorriso pronto ao patrão.
Assim se compreende que empresas micro não queiram crescer, o medo de desperdício de recursos, é que isto é uma bola de neve, entrando no sistema...
'E assim vai o país e o mundo'
PS. Não sou completamente indignada, apesar de ter sido apanhada no turbilhão da crise, tenho sido abençoada com uma vida bastante boa. Obrigada família!
Sem comentários:
Enviar um comentário